Ideal e Sobrevivência
 
Árido deserto do dia a dia,
é a filosofia que perde
para a luta dos números
da conta corrente.

E todo o idealismo
que visita, cheio de brilho na alma,
de repente apaga-se ,
perde toda a graça.

O cotidiano
e seu mecanismo de sobrevivência
tem o dom de quebrar
as asas do pensamento.

E em meio à limitação,
mesmo grande lucidez
pode parecer loucura,
ganhando, assim, rejeição.

A razão prática por vezes
não compartilha
de grande razão do pensamento,
são inconciliáveis.

A inteligência
tanto pode servir ao corpo,
como à alma.
O difícil é ter equilíbrio entre ambos.

É neste caminho
que encontram-se inimigos inesperados,
adversários cegos e ignorantes.

São oponentes que desrespeitam,
mas que exigem respeito servil,
débeis que supõem-se gênios.

Os tolos de fato
nada querem aprender,
em seu egoísmo
têm a ilusão que bastam-se.

Gilberto Brandão Marcon
Enviado por Gilberto Brandão Marcon em 17/06/2009
Reeditado em 17/06/2009
Código do texto: T1653791
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