DO VENTRE

Transitar versos é ser livre

A quantos vierem

Subverto

A mente brinca com a veracidade

Não há sinal vermelho

Que as linhas não ultrapassem o estabelecido

Meus versos escamosos por aí são vistos

 

É do ventre a infância

Vadias palavras

No canto de minha mãe

Cordel acolhia as rimas

As trucidavas

 

Quando adolescente, brincava

Me equilibrando

Nos garranchos

No contato com as musas

No cheiro dos livros

Adaptava rodas às asas

 

O deleito e uma verdade

Me reconheço nas linhas revolucionárias

Cícero Bizzuka
Enviado por Cícero Bizzuka em 10/02/2025
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