DO VENTRE
Transitar versos é ser livre
A quantos vierem
Subverto
A mente brinca com a veracidade
Não há sinal vermelho
Que as linhas não ultrapassem o estabelecido
Meus versos escamosos por aí são vistos
É do ventre a infância
Vadias palavras
No canto de minha mãe
Cordel acolhia as rimas
As trucidavas
Quando adolescente, brincava
Me equilibrando
Nos garranchos
No contato com as musas
No cheiro dos livros
Adaptava rodas às asas
O deleito e uma verdade
Me reconheço nas linhas revolucionárias