EU E AS MANHÃS

A noite encerra um círculo

e abre as cortinas para um novo dia.

O céu azul veste vermelho do arrebol

e o esplendor matutino se confunde

com a beleza do glamour agreste da natureza.

A cidade dorme cansada e acorda correndo,

atropelando a grosso modo o fio do tempo

e assim, poucos se servem de seu tempo pra ver:

no céu, a revoada das andorinhas,

brincadeiras de roda, cirandas no espaço.

Enquanto o sol se oferece e ilumina

as gotas de orvalho, pesando nas flores.

Tão pequenino e de gestos tão poeta,

beija-flor sem a pressa de voltar,

plana e pára o tempo,

pousa, se entrega e se perfuma,

e em silencio troca carícias,

com seu grande e eterno amor.

Henrique Rodrigues Inhuma PI
Enviado por Henrique Rodrigues Inhuma PI em 10/07/2022
Código do texto: T7556496
Classificação de conteúdo: seguro