Já jurei nunca acreditar em signos

Tô aqui pra falar do câncer que sou

De um canceriano louco “entregues num abraço que sufoca o próprio amor”

Já disse NUNCA

mais vezes que posso contar

Não mais do que disse IMAGINA

E retruquei: para de imaginar.

Já recusei o contrário

Até descobri-lo, sou de lá e de cá

Já chorei quando minhas memórias foram apagadas

Já não dói tanto, pra onde se levam memórias?

Já entrei no cemitério e a sensação era #@!%¨*&

Daí escutei a música que me fazia sentir, na frente das covas, das pipas, dos pés dos meninos descalços. EI MORTE,

INÚTIL TENTAR ME ASSUSTAR!

Já odiei o sol

Já disse odeio sem saber o que era odiar

Já abominei técnicas e minha intuição tenta ter empatia por elas

Já me apaixonei e achei que nunca, já quis que nunca, já quis muito, acabar.

Já duvidei do que nunca duvidaria

Já imaginei menos e fiz mais, saí de um e fui pra outro lado pensando

-qual a pior coisa que pode acontecer?

O sol em câncer me irradia, quando sinto sem pensar

Tenho estudado. Acabou paixão, dá até vontade de beijar, tem o apego

Mas se eu... vou nem imaginar

Pior, melhor, morrer, viver, duvido mais que nunca.

JÁ? É o que costuma dizer no fim.

De saco cheio

Me pergunto, te pergunto. AINDA?

Beleléu Leléu
Enviado por Beleléu Leléu em 17/09/2020
Reeditado em 17/09/2020
Código do texto: T7065562
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