O Canto de Aravanah

Ermos véus de minha Aravanah

O tempo a sussurra em rimas

As pedras falam e a névoa emana

Aos ventos a dança entre as ruínas

 

Os rios tecem fios de prata

Como serpentes feitas de cristal

O sol, velho sábio que a relata

Com a força da luz ancestral

 

Tuas árvores cochicham segredos

Folhas são lábios a murmurar

As sombras desfiam um enredo

E tecem no chão um negro altar

 

A lua, dama vestida em pranto

Espelha-se em teus lagos escuros

Canta o passado em seus mantos

E guarda o tempo em véu obscuro

 

Oh, Aravanah, terra esquecida

Teu hoje, que histórias embalas

Teu futuro que ecoas nas vidas

Teu ontem que nunca se apaga

 

 

MARCANTE, Alexandre.

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Alexandre Marcante
Enviado por Alexandre Marcante em 22/03/2025
Reeditado em 26/03/2025
Código do texto: T8291895
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