O Canto de Aravanah
Ermos véus de minha Aravanah
O tempo a sussurra em rimas
As pedras falam e a névoa emana
Aos ventos a dança entre as ruínas
Os rios tecem fios de prata
Como serpentes feitas de cristal
O sol, velho sábio que a relata
Com a força da luz ancestral
Tuas árvores cochicham segredos
Folhas são lábios a murmurar
As sombras desfiam um enredo
E tecem no chão um negro altar
A lua, dama vestida em pranto
Espelha-se em teus lagos escuros
Canta o passado em seus mantos
E guarda o tempo em véu obscuro
Oh, Aravanah, terra esquecida
Teu hoje, que histórias embalas
Teu futuro que ecoas nas vidas
Teu ontem que nunca se apaga
MARCANTE, Alexandre.
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