INDIFERENÇA
(Sócrates Di LIma)
Nada mais machuca do que a indiferença,
Nada mais é tão impiedoso, ás raias do implacável,
Que chega a surtar um coração que ama com paciência,
Fazendo com que o pensamento seja falível.
A indiferença é uma lâmina afiada,
Que corta a alma sem a carne penetrar,
Faz ferida aberta por longa jornada
Um simples olhar indiferente é de matar
Quem age com indiferença,
Tem o amor confessado, fragilizado.,
Qualquer fato fútil faz a diferença,
Abala um sentimento concretizado.
Não quero mais tristezas no meu coração,
Não quero mais sofrer de amor por esmolação.,
Mas a indiferença é algo que sobrepõe a razão,
E chega a sangrar em dor sem qualquer compaixão.
A indiferença é frieza, é sentimento calculista,
Que corroi em silêncio e sufoca o desejo.,
E quem sofre a indiferença tem que ser realista,
E faz melhor ignorar esse ato de desprezo.
É um estado de espírito de tamanha fraqueza,
Que não se poderia dar qualquer atenção.,
Mas quem sente, não domina essa destreza.,
Que abala e enfraquece as coisas do coração.