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MARCAS DO TEMPO

(Eu amava)

(Sócrates Di Lima)

 

Aclara-me a mente quando eu penso nela,

Revivo no corpo a marca do amor,

Tenho no âmago a tatuagem dela,

Que por amor perfuma como uma flor.

 

O tempo passa e a saudade fica,

Não importa a distância que por certo tem,

Mas a estrada que seguia não se estica,

Permanece a mesma também.

 

E o que importa agora,

Se o vento carregou os olhos dela!,

Uma cor que aflora no céu a toda hora,

Faz-me vê-la mesmo que isto não aconteça com ela.

 

O mar está em calma,

Não há maremoto a vista,

E no céu de minha alma,

Voa a alegria e que assim persista.

 

Ao meu coração, amor outro não interessa,

Ter um outro alguem não vem me apetecer,

Por ora convivo com a saudade sem pressa,

Até o dia em que esta saudade não amanhecer.

 

Amigos de fato, faço de Norte a Sul,,

Segue-me na mesma estrada,

Mas, amor, só aquele de céu azul,

Que sempre surge depois da madrugada.

 

Tenho a minha devoção,

Entrega total do meu coração,

Somente a ela o entreguei sem paixão,

Pois, foi amor de vista que durou cada estação.

 

Então, hoje, a saudade se faz presente cada instante,

Olho as marcas que no braço e punho ficou,

As marcas que no coração ainda é constante,

E este coração outro alguém não mais amou.

 

Porquanto, que o dia obrigatoriamente amanheça,

Estou em paz e caminho com calma,

Nâo tenho por ora, pressa que anoiteça,

Pois, ainda, aquele amor azul, faz leve a minha alma.

 

Marca do tempo que permanece viva

Marca que levemente afaga

representa o amor que sempre ativa

a saudade que o tempo não apaga!

Socrates Di Lima
Enviado por Socrates Di Lima em 27/02/2025
Reeditado em 11/03/2025
Código do texto: T8273949
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