Enternecidamente

De olhos postos no poente

Suplico aos céus

Trazer a mim,

Pedacinho de papel

Totalmente solto ao vento.

Que traga com certeza

Uma pena singela

Com tinta transparente.

Folhas bordadas

Com fios de luz,

E perfume de alfazema.

Ah!

Queria ver um rosto

Iluminado pelas luzes

Que se acendem.

Não vejo graça nas saudades

Em palavras displicentes,

Que transgridem

imatura

E mentem!

Ou seria imatura mente?

Não impoeta!

Eu quis dizer : importa!

Será mesmo que importa?

Pode ser que sim.

Desde que a pena

Escreva amorosamente:

-"Voltei'!

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Tenho uma dúvida:

-" Quem vai, não volta"?

Pouco importa!

Ora bolas , claro que importa!

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Berta Novick
Enviado por Berta Novick em 09/02/2025
Código do texto: T8261052
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