Enternecidamente
De olhos postos no poente
Suplico aos céus
Trazer a mim,
Pedacinho de papel
Totalmente solto ao vento.
Que traga com certeza
Uma pena singela
Com tinta transparente.
Folhas bordadas
Com fios de luz,
E perfume de alfazema.
Ah!
Queria ver um rosto
Iluminado pelas luzes
Que se acendem.
Não vejo graça nas saudades
Em palavras displicentes,
Que transgridem
imatura
E mentem!
Ou seria imatura mente?
Não impoeta!
Eu quis dizer : importa!
Será mesmo que importa?
Pode ser que sim.
Desde que a pena
Escreva amorosamente:
-"Voltei'!
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Tenho uma dúvida:
-" Quem vai, não volta"?
Pouco importa!
Ora bolas , claro que importa!
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