Asas
Ao longe as sombras...
Crescem sem tom e cautela
Esmaga os bugalhos das horas tortas
Tem ou não sentido
Voam ao longo do canal dos dedos
Ostracismo
Uma torrente que emaranha as pontas do silêncio
Canto nas horas de mármore
O canto calado
Da arte que nasce e renasce
A pinceladas do silêncio
Que deseja a fonte, esmorece e morre...
Baú dos entulhos
O poema amassado embolorado
Jaz no esquecimento
Painel de vida e morte...
Ignorado mas vivo que renascerá na eternidade