Asas

Ao longe as sombras...

Crescem sem tom e cautela

Esmaga os bugalhos das horas tortas

Tem ou não sentido

Voam ao longo do canal dos dedos

Ostracismo

Uma torrente que emaranha as pontas do silêncio

Canto nas horas de mármore

O canto calado

Da arte que nasce e renasce

A pinceladas do silêncio

Que deseja a fonte, esmorece e morre...

Baú dos entulhos

O poema amassado embolorado

Jaz no esquecimento

Painel de vida e morte...

Ignorado mas vivo que renascerá na eternidade

Valdecir Rezende de Souza
Enviado por Valdecir Rezende de Souza em 20/01/2025
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