RASTROS DE AMOR

- Vem, meu amor!

A tarde se apresenta calma.

Há um bulício nos jacarandás.

Vamos aproveitar o que nos resta.

Vamos depressa fazer a sesta,

à sombra dos jacarandás!

Se demorarmos, a noite chegará.

E, com ela, virão as sombras.

Elas podem nos separar.

- Não! Prometemos que nada nos irá apartar.

Que dirão as pessoas do nosso abraço?

Cá estamos sós, ouvindo o farfalhar.

Já chega o outono para nos derramar,

largar sobre nossas cabeças

uma infinidade de folhas coloridas.

Irão colorir ainda mais nosso amor!

Formarão um doce tapete no chão.

E nele iremos docemente nos amar.

- Somos matéria da natureza,

par de felizes pássaros,

buscando o verão alegrar.

Nossa missão é voar, com leveza.

E deixar rastros de amor pelo ar.

Nossos bicos ligeiramente se encostam.

De brincar sempre gostam.

Todavia, agora se encontram,

para eternamente juntos ficar.

Revisora textual, Membro da Academia Virtual de Poetas da Língua Portuguesa (AVPLP) - Acadêmica Titular do Brasil e de Portugal; Membro efetivo da U.A.V.I (União de Autores Virtuais Independentes); Acadêmica da Academia Mundial de Cultura e Literatura (AMCL) e Confraria Internacional de Literatura e Artes (CILA)