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Descanso do amor

Área verde, verdes e rosas...
Lânguidos raios de Sol enfeitam a tarde que cai...
Tarde solene, bucólica, trigueira.
A luz se amontoa entre a grama, as folhas caídas
e nessa beleza singular há paz e silêncio agora.

A cadeira azul é uma saudade
que invade a tarde,invade o outono
e com sua melancólica beleza
rouba a cena do verde, da grama, das ramas...

Ela descansa no chão de terra
e aguarda uma mulher apaixonada...
Essa musa faz o passado tão presente
que sente as ausências se dissiparem
e a presença do amor habitar os poemas...

E sabe que a saudade é a maior dor do seu amor...
Elegante, comportada, senta na cadeira azul,
cruza as pernas...Aspira o ar perfumado das flores e
calmamente lê, cada poema, verso a verso,
vivendo com tal intensidade que sente
o calor dos beijos, abraços, o cheiro...

Cada verso é uma saudade, vívida verdade,
e ali, agora, apenas líricos momentos...
Lembranças inesquecíveis
vividos na grama, no carro, na cama...

O silêncio é o pano de fundo
e se rompe com a presença da poesia
que inunda o ar: nos murmúrios, nas juras eternas,
no calor insuspeito dos corações...

Ela não está sozinha...
Cada verso a leva ao encontro de si mesma...
Sopra uma brisa breve no ar...
Ela é a musa dos poemas
e aqui é o seu lugar...

 
Eligio Moura
Enviado por Eligio Moura em 09/04/2020
Reeditado em 09/04/2020
Código do texto: T6911468
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Eligio Moura
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Eligio Moura