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Convicção

Não esperava aquela surpresa!
Por muito tempo escavei no chão duro,
só, com as próprias mãos, à procura do sonho.
Feri a carne e rasguei a terra, pacientemente.
E só parei quando a borboleta amarela,
no seu voo desajeitado,
pousou na minha poeira.
__Ela trazia novas das minhas latitudes!
Segredou-me caminhos, várias vezes ao ouvido...
Joguei fora os meus nãos, ponderei os meus sins
e combati de peito aberto
ferindo a terra e rasgando a carne...

Não esperava aquela surpresa...
Minhas pepitas estavam lá no fundo
muito além do meu tempo, muito além da poesia!
Eligio Moura
Enviado por Eligio Moura em 17/08/2019
Código do texto: T6722426
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Eligio Moura
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Eligio Moura