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Camaleão

A alameda frondosa, vazia e silente,
do Campo Santo, recebia o novo inquilino...
Ele chegou sisudo, frio e carente.
Não cumprimentou ninguém no destino.

Antes de arriar na tumba o conjunto,
ele foi saudado com vigor num belo texto
e saudosas lágrimas carpidais, nesse contexto...
Flores, lágrimas e o orvalho da manhã, juntos

abrilhantaram às últimas palavras de adeus...
Ele ocupou seu espaço, iniciou sua decomposição,
e coerente com a situação, um silêncio sibilino.

Ele cumpria o rito do seu retorno ao pó
e o fazia só, no compasso inverso da vida,
ao invés da prazerosa fase da concepção...
 
Eligio Moura
Enviado por Eligio Moura em 22/05/2019
Código do texto: T6653643
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Eligio Moura
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Eligio Moura