Abismo

Escuto tudo e silencio mudo
em defesa das minhas falhas,
desejando assuntar o escudo:
Não! Não sou canalha!

Faço da valsa um verso, um orvalho...
Como poeta, sou sonhador, terno...
Sonho com ela no seu vestido azul cobalto:
sapeca, delicada... Sorrindo pro poeta!

Essa angustia me invade a troco de quê?
Esse desgaste não me desgosta assim...
Esse traço, esse troço me troca por mim...

Paradoxal plantar o bem, meu bem,
achando que não colhe o mal:
este pode ser apenas erva daninha...