Oh rios pequeninos
Que cortam o sertão
Vasto e tão quente
Quanto de tuas águas
Ainda serão roubadas
Por este sol inclemente?
Riozinhos sem músculos e franzinos
Tuas aspirações de chegar ao mar
É uma miríade que vai se perder
Nos teus áridos caminhos
Oh fio de água que nem o sol extingue
Que aos nossos olhos é imanente
Qual a razão de tanta resistência?
Seria porque tuas águas
Vem dos olhos de tua gente?
Oh sonhos despedaçados
Nas ingerminadas sementes
Quantas ainda perecerão?
Quantas das esperanças vãs
Suas e do seu povo
O sol queimará para sempre?
Comove-me os frágeis rios do interior
Que cortam os sertões nordestinos
Seus leitos pequenos, são veias abertas
Dos seus bravos Manoéis e Severinos!
Que cortam o sertão
Vasto e tão quente
Quanto de tuas águas
Ainda serão roubadas
Por este sol inclemente?
Riozinhos sem músculos e franzinos
Tuas aspirações de chegar ao mar
É uma miríade que vai se perder
Nos teus áridos caminhos
Oh fio de água que nem o sol extingue
Que aos nossos olhos é imanente
Qual a razão de tanta resistência?
Seria porque tuas águas
Vem dos olhos de tua gente?
Oh sonhos despedaçados
Nas ingerminadas sementes
Quantas ainda perecerão?
Quantas das esperanças vãs
Suas e do seu povo
O sol queimará para sempre?
Comove-me os frágeis rios do interior
Que cortam os sertões nordestinos
Seus leitos pequenos, são veias abertas
Dos seus bravos Manoéis e Severinos!