AQUAVIA
Por entre vales e montanhas
Matas densas e campinas
Vão águas que serpenteiam
Quando descem as colinas
Nas pedras se desenfreiam
Nas quedas formam cortinas
Remansos nuvens espelham
Nas lâminas cristalinas
Nascidos nas cordilheiras
Vão se juntando a riachos
Deslizam nas corredeiras
Buscando pontos mais baixos
Fazendas e plantações
Irrigam pelos caminhos
Belezas e emoções
De bichos e passarinhos
Banhando as margens florestas
São vidas que vão surgindo
À noite, estrelas em festas
Orvalhos que vão caindo
Navegam então nos seus leitos
Chalanas cheias de amores
E nos canais mais estreitos
Canoas de pescadores
São águas itinerantes
Que tem por meta o mar
Que encantam os navegantes
E refletem a luz do luar