AQUAVIA

Por entre vales e montanhas

Matas densas e campinas

Vão águas que serpenteiam

Quando descem as colinas

Nas pedras se desenfreiam

Nas quedas formam cortinas

Remansos nuvens espelham

Nas lâminas cristalinas

Nascidos nas cordilheiras

Vão se juntando a riachos

Deslizam nas corredeiras

Buscando pontos mais baixos

Fazendas e plantações

Irrigam pelos caminhos

Belezas e emoções

De bichos e passarinhos

Banhando as margens florestas

São vidas que vão surgindo

À noite, estrelas em festas

Orvalhos que vão caindo

Navegam então nos seus leitos

Chalanas cheias de amores

E nos canais mais estreitos

Canoas de pescadores

São águas itinerantes

Que tem por meta o mar

Que encantam os navegantes

E refletem a luz do luar

Antonio Carlos Duarte
Enviado por Antonio Carlos Duarte em 12/09/2009
Código do texto: T1806136
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