Linguagem do silêncio

No jardim das flores,

nos versos da erisônia

e entreversos do bastão do imperador.

A linguagem do silêncio e das mariposas

rasga as horas

em abismos sob nossos pés.

Absinto:

rompe com os mistérios gregos

no assombro dos riscos

por trás das máscaras venezianas

os anjos se disfarçam

e escondem o céu de tuas entranhas

nos crepúsculos

grávidos de ternura inca,

adjacente com as estrelas em tua pele singela,

profana e tão visceral como a lua.

Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 09/09/2008
Reeditado em 09/09/2008
Código do texto: T1169353
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