Linguagem do silêncio
No jardim das flores,
nos versos da erisônia
e entreversos do bastão do imperador.
A linguagem do silêncio e das mariposas
rasga as horas
em abismos sob nossos pés.
Absinto:
rompe com os mistérios gregos
no assombro dos riscos
por trás das máscaras venezianas
os anjos se disfarçam
e escondem o céu de tuas entranhas
nos crepúsculos
grávidos de ternura inca,
adjacente com as estrelas em tua pele singela,
profana e tão visceral como a lua.