Por quarenta e um anos, o fumo dançava,
uma sombra fiel, sempre a acompanhar.
Mas o corpo gritou, em silêncio clamava,
e a vida, incerta, começou a lutar.
Quinze dias na linha entre o agora e o fim,
o que parecia eterno, desmoronou enfim.
E então veio o renascer, a luz de um novo dia,
e algo me ergueu, como a força de uma ventania.
Hoje não é apenas sobrevivência, é glória,
Cada respiração celebra minha vitória.
Um inimigo imortal enfrentado com poder,
E no abraço da vida, há tanto a viver.