S de ...

Desde aquele dia cinzento e frio

que te olhei pela ultima vez

que te abracei fisicamente

que te chamei pai com amor

que me despedi de ti com dor

com uma saudade inquietante

como se tu já estivesses distante

Eu penso em ti todos os dias

Não há um que passe sem arrepio

como manifestação relevante ...

Antes pensava em ti com tristeza

com lágrimas, sofrimento e dor

já não tenho esse misto de emoções

Levou tempo é bem verdade

mas o tempo deu-me aceitação

Agora é aquela saudade física

do teu toque, da tua voz, do teu abraço

Lembro-me o quanto eras Amor

casa, porto de abrigo, sinceridade e vida

Sim, vida, porque amavas vivê-la

tinhas vontade de a agarrar e nela ficar

tua alma era como um pássaro livre

que se pudesse voava para o espaço

e por lá ficaria se encontrasse ninho

Talvez até voltasses um tempo depois

pois tinhas no palco da vida maior valor

as crias que trouxeste ao mundo

ás quais as costas nunca irias voltar

Inúmeras são as memórias e recordações

de tudo o que me ensinaste a sentir e viver

enquanto te tive comigo em tantas estações

Os dias festivos com alegres comemorações

outros dias mais silenciosos e de choradinho

o som da chuvinha ou chuvada que acontece

entra na terra e deixa o cheiro a terra molhada

Chuva empurrada e carregada ás costas pelo vento

que vem com um sopro de ar assustador

que assobia ou uiva fortemente como obsessor

Tanta coisa podia dizer, falar e escrever

mas só quero manter viva cada recordação

que me ajuda a amenizar a dor da saudade física,

que me faz ter mais certeza de que um dia

vou voltar a sentir esse verdadeiro Amor!

Maria Irene
Enviado por Maria Irene em 11/03/2025
Código do texto: T8283124
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