REMÉDIO AMARGO.
Vai passando o gado,
Após a tempestade, vai passando .
Vorazes passos, fugindo dos donos.
Vão quebrando tudo,
comendo e bebendo tudo.
Castrando sonhos ,
sepultando expectativas,
Barreando as aguas potáveis,
Vão cortando os brotos,
Podando espectativas.
Colocando a vergonha debaixo
Dos tapetes.
É ordem, deixar o gado passar,
É preciso do lucro,
Por ele árvores caem,
Florestas viram prados
E mais tarde desertos.
Não temos tempo a perder, precisamos
extirpar o carnegão do furúnculo .
Curar as chagas da sociedade.
Vai doer, doer muito.
o remédio a de ser forte.
Para a democracia sobreviver.