REMÉDIO AMARGO.

Vai passando o gado,

Após a tempestade, vai passando .

Vorazes passos, fugindo dos donos.

Vão quebrando tudo,

comendo e bebendo tudo.

Castrando sonhos ,

sepultando expectativas,

Barreando as aguas potáveis,

Vão cortando os brotos,

Podando espectativas.

Colocando a vergonha debaixo

Dos tapetes.

É ordem, deixar o gado passar,

É preciso do lucro,

Por ele árvores caem,

Florestas viram prados

E mais tarde desertos.

Não temos tempo a perder, precisamos

extirpar o carnegão do furúnculo .

Curar as chagas da sociedade.

Vai doer, doer muito.

o remédio a de ser forte.

Para a democracia sobreviver.

Divino Ângelo Rola
Enviado por Divino Ângelo Rola em 07/12/2024
Código do texto: T8214316
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