O Toque Invisível

À beira-mar, senti uma mão

Tocar meus ombros com suavidade,

Mãos de cambraia, que na areia traçavam

Palavras como as do inventor do mundo.

Mãos que liam meus versos de amor,

Que compreendiam a alma do perdão,

Amavam como o amor mais puro,

E perdoavam como quem sabe pedir perdão.

Mãos que falavam com a sabedoria dos sábios,

Transmitindo um calor manso e intenso.

Mãos de cambraia, delicadas e firmes,

Que tocaram meus ombros,

E, no instante em que virei para vê-las,

Desapareceram como um sopro divino,

Deixando no ar a certeza silenciosa

De que não estava mais só.

Neila Costa
Enviado por Neila Costa em 30/11/2024
Código do texto: T8208980
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