Orgulho
Desisti de parar de ser excêntrico
Decidi tanto pela impossibilidade extrema da pausa. Quanto pelo discernimento do pacto exótico inquestionável com o absurdo.
invés disso, muito pelo contrário, arbitrariamente abraço o paradoxo, o ócio, o aestetico, a carne e o surto.
E Quando inevitavelmente eu me olhar de novo com os olhos de quem me vê
ainda assim vou entender que há certeza e poder na capacidade de escolher a extravagancia,
De optar pelo disparate, de ser fiel a utopia, de ser genitor de inconformacoes
Seguirei tal qual quimera numa ode Colorida e sadica ao corredor da morte, cegado por holofotes numa imensa passarela
Um bicho alienígena e desenjaulado
Desavergonhado, lotado de descaminhos pavimentados em dúvida
Não tô buscando felicidade, vaidade, vingança ou algo assim.
Mas juro que ostentarei os olhos de vocês em cordões para que também se reconhecam enfim.