Orgulho

Desisti de parar de ser excêntrico

Decidi tanto pela impossibilidade extrema da pausa. Quanto pelo discernimento do pacto exótico inquestionável com o absurdo.

invés disso, muito pelo contrário, arbitrariamente abraço o paradoxo, o ócio, o aestetico, a carne e o surto.

E Quando inevitavelmente eu me olhar de novo com os olhos de quem me vê

ainda assim vou entender que há certeza e poder na capacidade de escolher a extravagancia,

De optar pelo disparate, de ser fiel a utopia, de ser genitor de inconformacoes

Seguirei tal qual quimera numa ode Colorida e sadica ao corredor da morte, cegado por holofotes numa imensa passarela

Um bicho alienígena e desenjaulado

Desavergonhado, lotado de descaminhos pavimentados em dúvida

Não tô buscando felicidade, vaidade, vingança ou algo assim.

Mas juro que ostentarei os olhos de vocês em cordões para que também se reconhecam enfim.

Rangel Paiva
Enviado por Rangel Paiva em 29/11/2024
Reeditado em 29/11/2024
Código do texto: T8208263
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