No Último Vagão Noturno

Quando fundo cheio de fundos imundos e sem fundos

Quando o breu se alastra e faz pirraça

E estanca os nós a sós atados

Quando todas as asas aniquiladas

E fundo se aprofunda oriundo e sujismundo

Quando os caminhos escurecem em vertigens e escassas miragens

A aprofundam os fossos

os ossos

os destroços

E as veias coagulam cintilam horripilantes o azedume sem lume crivados no ostracismo cinza ofuscante em delírios que povoam

distâncias

E eu no varal encardido perdido achado no último vagão noturno

Raimundo Carvalho
Enviado por Raimundo Carvalho em 14/02/2024
Reeditado em 14/02/2024
Código do texto: T7999112
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