ROSA DAS ROSAS

Dia de poesia soturna,

Noite de verve diurna.

Alei sem esperançar o ter,

Pousei sem melindrar o ser.

Coligi nas esquinas da sorte,

Pernoitei nos becos da morte.

E aflijo onde não me vejo,

Iludido nas fainas do desejo.

Cenários de mundo vasto,

Títere ludicamente casto.

Nas paragens onde eu nasci,

Pegadas anuí por onde vivi.

Minúsculas coisas enfadonhas,

Que cômicas surtam risonhas.

Se eu merecer morrer de novo,

Quero renascer com meu povo.

E sim, versejar cordel genuíno,

Olhando perspectivo o destino.

Piro ao entreter a razão,

Me desacato na solidão.

Venho sentar ao meu lado,

Para reconciliar-me angustiado.

Sorvo o néctar rosa das rosas,

Sonhando saudades pulcrosas.

Cesar de Paula
Enviado por Cesar de Paula em 10/12/2023
Reeditado em 12/12/2023
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