JANELAS

Abro a janela no alvorecer,

E de braços abertos escancara

Desmascara o horizonte a florescer,

Pois, vigorosa, para o dia se prepara.

Juntamente abro meu coração,

Que acolhe a amplidão exposta,

E se prostra no brilho da ilusão,

E suspiro fundo como resposta.

A cerração encerra o vale em flor,

Fumaceando lenta, sublimando,

Gotejando orvalho - lindo - multicor.

É bom despertar ainda sonhando.

Imponente orbe amarela espreita,

Fornecendo fótons como luz de vida.

Comovida a noite se retira tonta

Alternância viva, de vinda e ida.

Fecho a janela no escurecer,

E de braços fechados ela boceja,

E deseja o luar não esconder.

Rotina boa para tudo: assim seja!

Cesar de Paula
Enviado por Cesar de Paula em 08/01/2022
Reeditado em 13/01/2022
Código do texto: T7424649
Classificação de conteúdo: seguro