Sorriso

Gosto! Gosto do gosto do sorriso de gente!

Quando vem do fundo d `alma

Derrama dos lábios

Como espumante eclodindo da taça, ganhando corredeira abaixo

Que desaparece do rosto da criança que machuca

Da face de um corpo enfermo

Quando reaparece

Não tem contenção que aguente

É derramado um milésimo do quê amoroso de Deus no Ser

Que sai para o jardim encantado das maravilhas

Só há riso

A barriga dói de tanto se perder no chacoalhar

Quando o corpo aquieta

Fica a sensação de ter sido satisfeito o desejo

Riso, quando tudo passa

É como terminado de passar um temporal

Sai do meio dos pedregais e dos espinhos

Por entre montanhas e vales

Na estrada, vida, sinuosa e sem sinalização

Rio

Márcia Maria Anaga
Enviado por Márcia Maria Anaga em 29/12/2021
Código do texto: T7417707
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