SER de SAL

O verso adusto emergiu eloquente,

Numa torrente efusa de descarinho.

Ofegante, arremesso mais palavras

Num torpor incontido de abandono.

O suspiro adurente jugula desejos:

Confusos; obtusos; próprios; e néscios.

E um olhar calmamente piedoso

Flutua-me indefeso, a esmo e só.

A lagrima ardente, de doce pesar,

Irriga bramindo faustosa atitude.

Arrosto de dorida culpa confessa.

Sem pressa me expio e me vou.

Serei Ser de sal se para trás olhar.

Augúrio tardio. Debuxo de saudade.

Prazeres a fomentar. Punido por sentir.

Verso sombrio - vago - a atormentar.

Cesar de Paula
Enviado por Cesar de Paula em 26/10/2021
Reeditado em 27/10/2021
Código do texto: T7372218
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