Sem ninho

 

 

Quando pede não me deixe,
nem sabe que mexe comigo.

 

Peço

 

Não se importe quando eu for,
não acredito mais no amor...
sejamos somente amigos.

 

Faz tempo que vivo sozinha...


No verão sou feito os ventos
que vagam por aí sem rumo,


de dia sou andarilha, final de tarde
sou àquela velha andorinha.
Voando só, ao relento sem ninho.



As próprias tempestades

Reeditado



Gratidão nem sempre é o que sinto
nos acontecimentos da minha vida ...
O mundo às vezes perde o colorido
retira a vontade de poesia roubando
a minha calma ...

E os sorrisos nos rostos parecem
verdadeiras máscaras ...
E dos jardins secaram todas
as sementes
os espinhos parecem mais agudos
as flores todas secaram ...

O café está tão mais amargo, por isso
não gosto de olhar o mundo com dose
de realidade ...
Vida à dentro,  a pressa
teve tempo de contar os seus passos ...
Não quis iludir a sua alma, não agora.

Esboço de um barco meio frágil afundou
ao mar, sem remo sem rima, aventuras
desventura ...
À  fúria das águas, tempestades ...
Sobreviverei?

 

Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 12/08/2021
Reeditado em 23/10/2023
Código do texto: T7318943
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