Lá em baixo vejo o canto da vida
Uma margem abstrata em queda
Definida num diálogo em versos
Como o vazio contido na forma

Surge uma paisagem remota e aberta
Na trilha vejo uma neblina trêmula
Como uma curva desligada do tempo
Que no vício mancha o olhar

Vejo o exílio onde a lágrima fica
Para afastar-se do frio da noite
Que umedece o colo do tempo
E desdobra o contido no orvalho

Já nem sei o que fazer  agora
Estou aqui e amanhã estarei posta
Lá na janela que entra 
Na sombra onde morre à tarde
Deixando o caminho livre
No silêncio que acalma e se espalha.

 
Gernaide Cezar
Enviado por Gernaide Cezar em 07/07/2021
Código do texto: T7294519
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