O silêncio como oração

O silêncio dissolve-se em espasmo
Sensível e fragrante como a oração
Na virtude intensa do âmago
Que vibra no leve tom da sua voz

As nuvens se prostituem no espaço
Deixando a oração em silêncio
Que segue e se alonga no tempo
Ou no descaso inflamado da noite lua

Seja santificado o brilho da lua
Que vibra na sua angústia solitária
Louvando a alma dos doloridos
Enquanto escorre o tempo que perpassa

A noite cuidadosamente se acolhe
Cobrindo uma virtude desatável
Como o manto do orvalho transparente
Caído sobre o altar em rosas

Fica o silêncio enfático e brilhante
Fica o espasmo santificado
Fica a noite ao som dos passantes
E fica a oração em pleno silêncio...



 
Gernaide Cezar
Enviado por Gernaide Cezar em 14/06/2021
Reeditado em 14/06/2021
Código do texto: T7278706
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