SONO INERTE

Aqui me vejo onde não queria ver

frente ao universo, lado errado do reflexo

mar de estrelas solitarias do infinito

pedra incômoda no sapato.

rumores do fim do mundo, paginas em branco

protas pra ser rasgadas, o livro morto murmura

dá espaço ao novo, reeditar as escrituras

profetas do apocalipse do faz de contas

cientistas que definem o futuro do passado

a maquina onde move o tempo quebrado

o tic-tac ensurdecedor no silêncio dessa parede

e as fronteiras fechadas pro viajante do tempo

inerte na partida desse presente

em busca de esquecer lembranças do que não veio

fatídicamente enclausurado no passado

esquecido, acorrentado...

onde fica a saida desse pesadelo?

primeiro é preciso dormir!

não dá mais pra sonhar, acordado.

Cristiano Leandro
Enviado por Cristiano Leandro em 09/01/2021
Código do texto: T7155515
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