Distante



Poesia sem vida, que desconhece a rima,
desencanto em palavras que fogem
à sua sina.

Um livro que você não deseja abrir, com medo 
de saber...  que não fala de você.
Letras ao léu, que se perdem
no tempo, expondo a imensidão do ser.

Minha alma dada à mentira, odeia a verdade,
viciada em fantasia, vive de tristeza,
não ouve as batidas na porta, quando lhe chama
a alegria.

Descuida dum coração
carregado de saudade, abraçou a palavra adeus,
feito sonâmbulo, não deixa o corpo
descansar,
só fala de solidão, de dor, e desamor...
Não abre a janela que mostra a realidade,
que aos seus olhos está distante,
coração que só fala de saudade.

Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 15/08/2020
Reeditado em 16/08/2020
Código do texto: T7036177
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