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Muro  concreto

O rumor crescia de areia e pedra
Para construir um castelo, onde as paredes esmoreciam nas discussões, chumbo e ferro, os pilares erguiam se chorados, risos, gemidos, suspiros.
Os ladrilhos da consciência se soltavam com o choque térmico do calor e do frio do inverno.
Horas acordavam com olhos de piedade e, outras na neblina do asfalto.
Na areia do tempo brincando nos campos, e as pedras pesavam nas calcadas,
Memorias afundaram seus pés 
No capricho das palavras secas,  cobrindo com seus cabelos grisalhos, fecho de prata bipolares.
Tardasse um corpo no gesso, o tempo fez sua estátua nas luas e ventos.
A vingança do ciúme cobre o teto de telhado de vidro, escravo vivido no semblante escondido.
A consciência pesa como um metro de pedra, as mãos calejadas, e a fome do pedreiro de meia colher. Nos dois, você de um lado com olhar piedoso, e outro com a voz mansa procurando seu espírito, corre seus labirintos e encontram suas faces, a harmoniosa de cabelos de neve e, a outra de areia e pedra, Muro concreto.


Imagens google
 
Lilian Meireles
Enviado por Lilian Meireles em 19/07/2020
Reeditado em 19/07/2020
Código do texto: T7009961
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Lilian Meireles
São Paulo - São Paulo - Brasil, 54 anos
1857 textos (38179 leituras)
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Lilian Meireles