FORÇA & HONRA - Poema 12: A TRISTEZA DO REI INGLÊS
Após a briga, o silêncio foi a única companhia no navio. E a febre de Vitória se deu por conta de perda de sangue. O médico da família conseguiu conter o sangramento, contudo o delírio era uma evidência. Chamou o Pai para uma conversa, mesmo estando acamada. Seu rosto era pálido, e sem vida.

  Do jeito que deu,
Tamparam o ferimento,
Vindo do homem,
Nem desculpas ao trabalho se deu.

O restante da viagem,
O silêncio se estabeleceu.
Nenhuma palavra,
Aos dois se deu.

Quem sabe ainda,
Num futuro bem próximo,
Um acerto de contas,
Seria inevitável acontecer.

O médico conseguiu,
Salvar a bela jovem Vitória,
Que estava sem a luz do sol,
E muito mais pálida que neve.

Deitada em leito,
Delirava constantemente,
Chamava por Marcus,
Seu amado envolvente.

É a febre ardente,
A desencadear algo maior.
Em  meio as compressas,
 Um dizer sussurrou.

Vá chamar meu Pai!
Antes que eu me vá,
Neste mundo ou no outro,
Sem tempo para voltar atrás.

Ofegante e fora de si,
O Rei Richard em sua cama sentou!
Olhando para a Filha,
Nem uma água nos olhos derramou.

Por dentro, estava despedaçado,
E tentava esconder,
Sem ninguém perceber,
A tristeza de um espírito açoitado.

PRÓXIMO POEMA:  A PROMESSA
Ricardo Oliveira (Poeta e Escritor)
Enviado por Ricardo Oliveira (Poeta e Escritor) em 22/06/2020
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