FEIO

Feio não são os olhos

Não é a pele

Nem o formato do rosto,

Pois, para todo agosto,

Sempre haverá um setembro.

Feio é o ataque injusto

É o peito é o busto

Que inflado persegue,

É a arma interna

Que ao ódio é entregue.

Feio é o joguinho de frases

Que estampa a maldade em cartazes,

São os momentos de fúrias, ineficazes.

Feio é ferir

É atacar e sorrir

E como ‘cordeirinho’, dormir.

ÊNIO AZEVEDO

Luciênio Lindoso
Enviado por Luciênio Lindoso em 14/01/2020
Código do texto: T6841970
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