QUE MERDA

QUE MERDA

De essência, nada

De ausência, tudo

A educação prostrada

Torna-nos surdos-mudos

Cegos de porvir

Venha quem vier

Não nos fará possuir

A cabeça pensante

Seja homem, seja mulher

Ou outro gênero qualquer

Seremos sempre diminutos

Nada além de putas e putos

Disputando migalhas

Próprio de gentalhas

Morreremos nesta merda

Ignorantes e deseducados

Pobres, principalmente de espírito

Frutos de gente lerda

Apenas com a superfície preocupadas

Arnaldo Ferreira
Enviado por Arnaldo Ferreira em 08/12/2019
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