(Líricas de Um Evangelho Insano)

Deuses do meu tempo
planto versos em teu corpo de labirintos
Sabes que as cortinas foram alvejadas
E o sal das latrinas ferve as ruas da cidade
que há fervores e feridos
que há máscaras de nascença
E assim vibra a Pátria de mascarados
 Que há vapores de pó pelos ares
fervendo as línguas lambuzadas de sêmen
Do fel do tempo em latrinas
que há pássaros empalhados
Em gaiolas empoeiradas
Mas vitrines de aço e feno
Selaram seus Versos de penas
Voam as penas
voam as pernas
Decifram - se os cornos
Viceja Cronos