INSÔNIA
Tarcísio R. Costa
Madrugada, o silêncio me atormenta,
Não me deixa sonhar, rolo na cama,
A angústia da insônia embaraça o meu racicínio...
Canso-me...
Entro num estado de letargia,
Fluem lembranças, um filme da minha vida,
Nele vejo os óbices e as desilusões que tentava obstruir o meu caminho...
Mas, se eleva no altar da minha reflexão
Momentos das minhas venturas, das minha alegrias
E das conquistas dos meus ideais...
Vi como foi difícil viver sob a égide da verdade...
E na intermitência dessa reflexão
Rompe-se o silêncio...
Supera-se a insônia, inicia-se o meu sonhar...
Sobreveio-me uma profunda tranqüilidade...
Via-me num paraíso cheio de jardins,
As borboletas confundiam-se com as flores...
Eu só conseguia distinguir as borboletas,
Pelo beijo dos colibris...
Despertei com a alva e o festival dos passarinhos,
Que traziam a minha alma, paz, alegria e calma...
Reabria-se a porta da verdade,
Para encarar a realidade
De mais um dia...
Tarcísio Ribeiro Costa