VOTO DE CONFIANÇA

Num mundo em que há ‘faíscas’ no ar,

Até os apreços se haverão de estranhar.

A escassez de gentilezas endureceu corações

Elogios soam estranhos, contradições.

Como pode um estranho me querer bem?

É esse o pensamento que vem.

Quando o peito, a desconfiança retém.

É preciso acreditar no ser humano,

Salvo engano,

Ele é inocente até que me prove o contrário.

É hilário, o jeito das pessoas...

Condenam até mesmo antes de conhecer,

Mas jamais irão me convencer

Fazer de alguém esse injusto proceder.

Recebo a “imagem” ‘vendida’

E mesmo que amanhã me cause ferida,

Não importo em acreditar em você.

Abro sempre as “portas”, para te receber.

Eu compreendo os perigos deste mundo atual,

Mas não transformo os corações, em ramal.

Precipitadamente, elegendo-os, ao mal.

Ênio Azevedo.

Luciênio Lindoso
Enviado por Luciênio Lindoso em 22/08/2019
Código do texto: T6726253
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