MEDOS
(Sócrates Di Lima)
Eu tive medo de me olhar no espelho,
E ali não me reconhecer,
Eu tive medo do silêncio de um conselho,
De me preparar para não envelhecer!
Eu tive medo da saudade do dia a dia,
Pois ela me fazia chorar,
Eu tive medo do vazio que invadia,
Que me fazia me odiar.
Eu tive medo da tristeza,
Pois ela me fazia transbordar,
nas lágrimas das incertezas,
do medo que tive de amar.
Eu tive medo de sonhar,
E me prender a um sonho qualquer,
Eu tenho medo do amanhã não chegar,
E eu não conhecer minha prometida mulher.
Eu já tive medo do amor...
Porque poderia não ser reciproco,
Eu tive medo da dor,
Do amor de um lado único!
Na verdade eu tenho meus medos...
do medo que eu tenho de me apaixonar,
se no tempo que me resta, entregar os meus segredos,
e nesses meus medos, eu nunca voltar a amar!
Mas do que adiante estes medos,
Diante do homem desafiante que sou,
Com o tempo aprendi que esses degredos,
Não impediram que eu amasse e amando vou!