COLÔNIA DE FÉRIAS

Nada nesse redemoinho me fez participar da sua comoção

Ainda vejo tudo com olhos infantis e perversos

Sou um rascunho e me orgulho da página em branco

Nada me faz feliz exceto a frustração

Sou aquela estrela que já morreu mas você ainda vê

Sou teu último pesadelo, o maior e melhor

Condensei minha última retórica numa bolha de contradições e ela agora tem vida própria

Ninguém reconhece os erros que deixa pelo caminho

Pegadas são mensagens

E a comunicação é só um artifício pra suavizar a morte

Afinal trocas são úteis quando os itens de nada servem...

Ou são mais preciosos que a intenção de quem os barganha

Seja jovem ou decrépito seu karma já foi definido

E a espera é só areia-movediça...

Fiz uma construção pra anões e gigantes apareceram

Mas qual é a minha resposta se a pergunta é muda como eu?

Caio Braga
Enviado por Caio Braga em 28/06/2019
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