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Sangue negro


Minha pele é de cor negra
Mas minha alma é incolor
Dos meus ancestrais a herança:
"A força do sangue negro, na dor!"

Minha avó era indígena e negra
Mestiça de raça sofrida
Trazia no coração uma regra:
"Ser forte nos embates da vida"

Comeu o pão que o diabo amassou
Bebeu do vinho que virou vinagre
Na pele o açoite que o chicote cantou
Em lágrimas sobreviveu por milagre

Na sua terra natal foi estrangeira
Na senzala sua fé foi sua salvação
Aprendeu o poder da oração
Perseverante, Tornou-se benzedeira.

Claudia Florindo Corrêa
09/05/19
Claudia Florindo Corrêa
Enviado por Claudia Florindo Corrêa em 14/05/2019
Código do texto: T6647045
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Claudia Florindo Corrêa
Mangaratiba - Rio de Janeiro - Brasil, 49 anos
269 textos (4137 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 29/09/20 21:46)
Claudia Florindo Corrêa