O galho torto da árvore genealógica
Não sou Nascimento...
não sou Ciniciato...
não sou Correa...
não sou Amorim...
não sou, estou
no seio desses nomes,
como uma lágrima que cai
do olhar já morto,
uma sombra que passeia
por lares vizinhos,
por casas alheias,
um galho torto
da árvore genealógica
brotada no coração,
eu sou o que não se vê,
sou o querer que a vida traçou...
apenas um agregado
que o amor abraçou...
sou o incerto
que está sempre por perto,
irresoluto...
sou um Horto!
1984