A tudo que for assombro, intenso e delicado,
   pontuado no deslimite da matriz biológica, da existência,
   a colher na boca o orvalho impensável, portanto violento
 
   A poesia não é a vocação plácida do lavrador
   e ainda é o sol, a terra, a pedra e o espírito
   É a imagem palavreamente radiosa e afiada
   a cortar-nos a língua de lâminas e pão
 
   A poesia não é pra quem busca conforto...
   É inquietação, entranha, sangria,
   deixar à mostra o estômago, fígado, pulmões,
   e os sentimentos, ainda que anômalos, reais !
 
   [ Poesia é profundidade em carne viva ] .








Fotografia - Jeffrey Vanhoutte
DENISE MATOS
Enviado por DENISE MATOS em 25/04/2018
Reeditado em 25/04/2018
Código do texto: T6318869
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