O DOBRO DE NADA (OU A METADE DE ALGO QUE NÃO EXISTE)

Sim, vivo em desespero...

Não aquele terminal, do ato de se jogar na frente do ônibus...

Ainda estou naquela pegada de ir e vir... sem grandes impulsos

Vivo tão feliz quanto uma criança e tão saudável quanto um feto...

Ninguém viu o cometa Halley, mas falam disso até hoje e algo ficou...

Ficaram aquelas velhas sombras de tempos kitsch

Ficou algum ranço sem cheiro nem maldizer...

E eu fui até um pedestal acima das estrelas procurar meu amuleto

Quando encontrei dei de ombros...

Algo é muito quando não há nada... e o muito se esvai

Como tudo.

Caio Braga
Enviado por Caio Braga em 01/12/2017
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