UM ABRAÇO

Já não tenho aquele ímpeto antigo nem o desdém juvenil

De achar tudo tão sem graça quanto minha própria sombra

Sou feito de uma substância impura e viciante

Sou claro na minha escuridão e vazio como o espaço entre as estrelas

Nada ficou entre mim e aquela sombra na parede, a sem definição nem origem...

Os dias passam e ficam algumas pequenas marcas pelo chão, uns poucos resquícios de uma matéria morta escorregadia

Quando me perguntam algo já não articulo uma frase, só gesticulo em resposta...

Quando sou questionado sobre o sentido de tudo só dou um abraço.

Caio Braga
Enviado por Caio Braga em 10/06/2017
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