SUICÍDIO

Não me julgue mal amor,

Mas é hora de dizer adeus.

Assim, feito ponto final...

Repleto de perguntas,

Respondidas com reticências.

Dizendo tudo, sem dizer...

Não me julgue mal amor,

Mas a dor superou a saudade.

E o sentido da vida me foge...

Não me tenhas por covarde,

Só estou cansado de ser Werther.

E esperar em vão por Charlotte...

Não me julgue mal amor,

Mas minha tanto me espera.

Alva, brilhante, fatal, tal você...

Abra-se meu ventre em "L",

Como manda a nobre tradição.

E manje minhas entranhas...

Não me julgue meu amor,

Apenas sacie sua sede de ódio.

Com a vida de meu sangue...

ELIZIO GUSTAVO MIRANDA DOS SANTOS
Enviado por ELIZIO GUSTAVO MIRANDA DOS SANTOS em 16/03/2017
Código do texto: T5942515
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