Recortes pensados
 
O homem vive apoucado pelos fatos
Na santidade das horas isoladas
No eco vivo afetado pela ironia de ser
Na forma dos recortes pensados
Pelo otimismo exagerado que massifica
E vai de encontro ao desmanche dos valores
Que desorganisa o curso da vida
Entrelaçado na valorização do ser eu
Pela liberdade de um discurso tatuado
Na moderna miséria que satura o homem
Longe dentro e fora do olhar quase nulo
Finge que o caos persegue o tempo
Leiloando a idiotia que afeta os humildes
Bravos e atoleimados pela marca da fome
Que cai na parte meiga de um ser frágil
Sem saber que o pecado não peca apenas finge
E joga na parcialidade o perdão aos inocentes
Nos fios cruzados de um cansaço inútil
O tempo não morre e o mundo desmata
Sem o testemunho dos olhos em transe
Restou um lago verde e uma igrejinha
Nos recortes presos na distância
Entre o temor e a dúvida



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Gernaide Cezar
Enviado por Gernaide Cezar em 24/06/2016
Reeditado em 10/09/2016
Código do texto: T5677086
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