Embonecado

Fantoches de pano, virados do avesso,

no canto parado guardando segredos,

fantoche de seda prestando atenção,

nos ruídos trazidos da escuridão.

Fantoches sonhando sonhos sombrios,

forjando as tardes em dias frios,

ou então, sonhando em vão,

Tentando acostumar se com a solidão.

Fantoche feito de cera,

Esperando de certa maneira,

um ato de alegria,

assim um fantoche triste entendia.

Um fantoche no mundo dos loucos,

descobre enfim o que sabia pouco,

a mão que dava a vida tem causado,

alegria naquele ser embonecado.

Carlos de Morais
Enviado por Carlos de Morais em 26/02/2016
Reeditado em 29/12/2018
Código do texto: T5556456
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