(Poema escrito em 06/11/1975, aos 17 anos de idade)
 
Eis-me aqui, sozinho e tristonho,
Arrastando-me pelo chão:
Já não sei se eu me envergonho,
Se em tudo me tornei bisonho.
 
Sou um escravo do mesmo sonho:
Liberdade da solidão.
Eis-me aqui, sozinho e tristonho,
Arrastando-me pelo chão.
 
Eu não sou triste, mas suponho
Que seja a dor do coração.
Gostaria de ser risonho,
Mas não consigo, e é medonho
O que acontece até no sonho,
Quando durmo na escuridão.
Eu não sou triste, mas suponho
Que seja a dor do coração.
Maurício Apolinário
Enviado por Maurício Apolinário em 17/01/2016
Código do texto: T5514105
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